As ações da Eli Lilly avançaram forte em Wall Street após a farmacêutica divulgar resultados acima das expectativas e elevar sua projeção de receita para 2026, impulsionada pelo sucesso dos medicamentos Mounjaro e Zepbound.
As ações da Eli Lilly (NYSE: LLY) registraram forte alta nesta quarta-feira (5) após a farmacêutica divulgar um balanço do segundo trimestre de 2026 muito acima das expectativas do mercado e elevar sua projeção de receita para o ano.
Os investidores reagiram positivamente ao desempenho operacional da companhia, impulsionado principalmente pela forte demanda pelos medicamentos Mounjaro e Zepbound, líderes no segmento de tratamentos para diabetes tipo 2 e obesidade.
A Eli Lilly reportou lucro ajustado de US$ 8,38 por ação, superando com ampla margem a expectativa dos analistas, que projetavam US$ 6,01 por ação.
A receita trimestral atingiu US$ 22,97 bilhões, acima do consenso de mercado de US$ 20,73 bilhões.
Com o desempenho acima do esperado, a companhia revisou sua projeção de vendas para 2026, passando a estimar uma receita entre US$ 85 bilhões e US$ 87 bilhões, superior à faixa anterior de US$ 82 bilhões a US$ 85 bilhões.
Os dois principais medicamentos da empresa voltados à classe GLP-1 responderam pela maior parte do crescimento.
O Mounjaro, indicado para diabetes tipo 2, registrou receita de US$ 9,94 bilhões, crescimento de 91% na comparação anual.
Já o Zepbound, utilizado para tratamento da obesidade, alcançou US$ 4,93 bilhões, alta de 46%.
Juntos, os dois produtos responderam por quase dois terços de toda a receita da Eli Lilly no trimestre.
Outro destaque foi o desempenho internacional.
As receitas fora dos Estados Unidos cresceram 80%, alcançando US$ 8,6 bilhões, impulsionadas por um aumento de 113% no volume de vendas.
A companhia também divulgou os primeiros resultados do Foundayo, comprimido oral recentemente aprovado para tratamento da obesidade e do diabetes, que gerou US$ 98 milhões em receita durante o trimestre.
Os resultados reforçaram a posição competitiva da Eli Lilly frente à dinamarquesa Novo Nordisk, sua principal concorrente no mercado de medicamentos para obesidade.
Embora a Novo Nordisk também tenha elevado suas projeções para 2026, suas ações perderam força após investidores demonstrarem preocupação com o desempenho das vendas da versão oral do Wegovy.
O contraste entre as duas farmacêuticas reforçou a percepção de que a Eli Lilly segue executando sua estratégia de crescimento com maior eficiência.
Após uma sequência recente de cinco pregões de queda, as ações da Eli Lilly voltaram a se aproximar de sua máxima histórica, refletindo a confiança dos investidores no potencial de crescimento da empresa em um dos segmentos mais promissores da indústria farmacêutica.
O desempenho da companhia também reforça o protagonismo do mercado de medicamentos à base de GLP-1, que continua sendo um dos principais motores de crescimento do setor global de saúde.
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