Relatório do Barclays mostra que grandes empresas de energia da Europa ampliaram programas de recompra de ações e reforçaram políticas de retorno aos acionistas após os resultados do segundo trimestre.
O Barclays divulgou um levantamento sobre os programas de recompra de ações das principais companhias integradas de energia da Europa após a divulgação dos resultados do segundo trimestre de 2026. O relatório mostra que diversas empresas ampliaram seus planos de recompra e reforçaram o compromisso de devolver capital aos acionistas por meio de dividendos e buybacks.
Segundo o banco, o movimento ocorre mesmo em um cenário de maior volatilidade no mercado de petróleo, evidenciando a forte geração de caixa das grandes petroleiras europeias.
A italiana Eni elevou sua meta de recompra de ações para € 3,4 bilhões em 2026, acima dos € 2,8 bilhões anunciados anteriormente.
A empresa também reafirmou sua política de distribuir entre 35% e 45% do fluxo de caixa operacional aos acionistas por meio de dividendos e recompras.
A espanhola Repsol ampliou seu programa de recompra para o segundo semestre de 2026 em € 500 milhões, elevando o total previsto para o ano para € 850 milhões.
Além disso, a companhia informou que pretende anunciar um novo programa de recompra em outubro e manter a distribuição de 30% a 40% do fluxo de caixa operacional aos acionistas.
A Shell confirmou um programa de recompra de US$ 3 bilhões, que será executado antes da divulgação dos resultados do terceiro trimestre.
A petroleira mantém como objetivo distribuir entre 40% e 50% do fluxo de caixa operacional ao longo do ciclo de negócios.
A francesa TotalEnergies pretende recomprar até US$ 1,5 bilhão em ações durante o terceiro trimestre de 2026, considerando um preço do petróleo Brent entre US$ 60 e US$ 70 por barril.
Já a norueguesa Equinor dobrou sua previsão de recompra para o ano, passando de US$ 1,5 bilhão para US$ 3 bilhões.
A companhia também anunciou uma terceira parcela de recompra de até US$ 1,125 bilhão.
A portuguesa Galp anunciou um programa de recompra de € 250 milhões para 2026 e informou que pretende devolver aproximadamente um terço do fluxo de caixa operacional aos investidores.
Na direção oposta, a britânica BP decidiu suspender seu programa de recompra de ações e abandonou a meta anterior de distribuir entre 30% e 40% do fluxo de caixa operacional aos acionistas.
Apesar disso, a empresa pretende elevar seu dividendo por ação em cerca de 4% ao ano.
A austríaca OMV não anunciou um programa de recompra, mas informou que pretende distribuir aos acionistas parte dos dividendos recebidos da Borouge Group International, além de manter uma política de distribuição de 20% a 30% do fluxo de caixa operacional, desde que sua alavancagem permaneça abaixo de 30%.
Na avaliação do Barclays, os anúncios reforçam a prioridade das grandes empresas de energia em manter elevados níveis de remuneração aos investidores, utilizando dividendos e recompras como principais mecanismos de retorno de capital.
A estratégia também demonstra confiança na capacidade de geração de caixa das companhias, mesmo diante das oscilações do preço internacional do petróleo.
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