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28/09/2026

BC avalia conectar Pix a sistemas de pagamentos internacionais em meio a pressão dos EUA

Agosto 10, 2026
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Banco Central estuda conexões bilaterais e participação em hubs multilaterais para facilitar pagamentos e remessas internacionais em poucos segundos.

O Banco Central (BC) avalia a possibilidade de conectar o Pix a sistemas de pagamentos instantâneos de outros países. A iniciativa poderia permitir que brasileiros e estrangeiros realizassem pagamentos e remessas internacionais de forma mais rápida e com custos menores.

A possibilidade foi apresentada pelo Banco Central em seu relatório de gestão do Pix divulgado nesta segunda-feira (10), em um momento de aumento das críticas do governo dos Estados Unidos ao sistema brasileiro.

Segundo a autoridade monetária, estão em discussão tanto conexões bilaterais entre países quanto a participação em hubs multilaterais de pagamentos.

Pix poderá permitir pagamentos internacionais em segundos

De acordo com o Banco Central, a interligação dos sistemas poderia permitir a realização de remessas internacionais e compras no exterior, com os recursos disponibilizados na moeda local em poucos segundos.

Atualmente, já existem transações internacionais envolvendo o Pix por meio de parcerias entre instituições financeiras brasileiras e estrangeiras.

A proposta em análise representaria, portanto, uma evolução desse modelo, com uma integração mais estruturada entre os sistemas de pagamentos instantâneos de diferentes países.

No relatório publicado em 2023, o BC mencionava apenas a possibilidade de uma futura integração do Pix com sistemas internacionais.

Agora, a autoridade monetária detalha que estão sendo avaliados diferentes formatos para viabilizar essa conexão.

Interligação pode reduzir custos

O Banco Central aponta uma série de possíveis benefícios para uma rede internacional de pagamentos instantâneos.

Entre eles estão:

  1. Redução das tarifas;
  2. Maior velocidade nas transações;
  3. Ampliação do acesso aos pagamentos internacionais;
  4. Maior transparência nas operações transfronteiriças;
  5. Facilitação de remessas internacionais.

A ideia é utilizar a infraestrutura dos sistemas de pagamentos instantâneos para tornar operações internacionais mais eficientes.

Na prática, uma integração desse tipo poderia reduzir a necessidade de intermediários em determinadas transações e acelerar a disponibilidade dos recursos.

Pix entra no radar do governo dos EUA

A discussão ocorre em meio a uma nova pressão do governo americano sobre o sistema brasileiro.

Os Estados Unidos incluíram o Pix entre os temas citados ao anunciar uma tarifa de 25% sobre determinadas importações brasileiras.

O governo americano classificou algumas práticas comerciais brasileiras como desleais e incluiu o sistema de pagamentos entre os pontos questionados.

O Banco Central, por sua vez, defende que o Pix contribui para aumentar a eficiência do sistema financeiro e reduzir custos para consumidores e empresas.

Brasil busca ampliar alcance do sistema

Criado pelo Banco Central, o Pix se consolidou como um dos principais meios de pagamento utilizados no Brasil.

A possibilidade de conectá-lo a sistemas semelhantes de outros países representa uma nova etapa de expansão da infraestrutura desenvolvida pela autoridade monetária.

Em um eventual modelo internacional, brasileiros poderiam realizar determinadas operações no exterior utilizando uma infraestrutura de pagamento instantâneo, enquanto estrangeiros poderiam ter acesso a operações envolvendo o sistema brasileiro.

O formato final, entretanto, ainda está em discussão.

Interligação poderá ocorrer de duas formas

Segundo o Banco Central, existem atualmente duas possibilidades principais em avaliação.

A primeira seria por meio de interligações bilaterais, nas quais o sistema brasileiro seria conectado diretamente ao sistema de pagamentos instantâneos de outro país.

A segunda envolveria a participação em hubs multilaterais, permitindo conexões entre diferentes sistemas de pagamentos por meio de uma infraestrutura compartilhada.

O objetivo, em ambos os casos, seria permitir transações internacionais mais rápidas e eficientes.

Próximos passos

Ainda não há uma definição sobre quais países poderiam participar de uma eventual primeira etapa de integração ou quando o modelo começaria a funcionar.

O Banco Central continua avaliando os aspectos técnicos e operacionais necessários para uma possível implementação.

A iniciativa também reforça o movimento de expansão dos sistemas de pagamentos instantâneos, que vêm ganhando espaço em diferentes países.

Caso avance, a integração internacional poderá transformar o Pix de uma infraestrutura predominantemente doméstica em uma ferramenta com participação mais ampla no mercado de pagamentos transfronteiriços.

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