CEO da Mercedes-Benz afirma que a forte concorrência no mercado automotivo chinês deve persistir, enquanto montadoras tradicionais enfrentam pressão das fabricantes locais.
O presidente-executivo da Mercedes-Benz, Ola Källenius, afirmou que a intensa guerra de preços no mercado automotivo da China deve continuar pelos próximos anos, aumentando os desafios para as montadoras tradicionais no maior mercado de veículos do mundo.
Segundo o executivo, as fabricantes chinesas seguem investindo pesadamente para disputar espaço também no segmento de luxo, tradicionalmente dominado por marcas europeias.
Durante um evento na Finlândia, Källenius destacou que empresas chinesas estão direcionando grandes investimentos para competir com modelos premium da Mercedes, como o Classe S e o G-Class (G-Wagon).
\A intensidade competitiva na China não deve desaparecer tão cedo. Essa é a nova realidade\, afirmou o CEO.
A expansão de fabricantes como a BYD intensificou a disputa por participação no mercado de veículos elétricos, impulsionando uma forte guerra de preços e o lançamento acelerado de novos modelos.
O cenário também afeta outras montadoras alemãs, como BMW, Audi e Porsche, que vêm enfrentando queda nas vendas e adotando medidas para reduzir custos e aumentar a eficiência.
Além da concorrência, a demanda por veículos de alto padrão na China tem sido pressionada pela crise no setor imobiliário, reduzindo as compras de bens de maior valor.
Mesmo assim, Källenius afirmou que a Mercedes mantém posição de destaque no segmento de luxo de alto desempenho, especialmente com os modelos da divisão AMG.
Durante o evento, a fabricante apresentou o novo GLA, SUV compacto que será oferecido em diferentes versões, incluindo uma opção totalmente elétrica com autonomia de até 657 quilômetros.
O modelo começará a ser vendido na Alemanha com preço inicial de € 48.600, como parte da estratégia da empresa para fortalecer sua presença nas faixas mais acessíveis do mercado premium.
Na última semana, a Mercedes informou que suas vendas na China caíram 30% no segundo trimestre, levando a companhia a anunciar novas medidas de redução de custos, principalmente na Alemanha.
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