Companhia prevê ampliar a produção de aeronaves comerciais até 2030 e vê oportunidades de crescimento nos segmentos de defesa e eVTOL.
A Embraer (EMBJ3) avalia que deve apresentar desempenho positivo nos próximos anos, apoiada pela melhora da rentabilidade do setor de aviação comercial e pelo aumento de sua capacidade produtiva.
A avaliação foi apresentada nesta segunda-feira (10) pelo diretor-presidente da companhia, Francisco Gomes Neto, e pelo vice-presidente financeiro, Felipe Santana, durante apresentação dos resultados do segundo trimestre.
Segundo os executivos, a rentabilidade da aviação comercial deve continuar melhorando ao longo do segundo semestre e, principalmente, nos próximos anos.
A companhia espera alcançar entre 110 e 120 aeronaves comerciais produzidas por ano até 2030.
Para 2027, a expectativa é de uma evolução da produção, com maior nivelamento das operações.
A expansão da capacidade é considerada um dos principais fatores para o crescimento da companhia nos próximos anos.
Além do aumento da produção, a Embraer espera que o crescimento da lucratividade seja superior ao avanço das receitas, indicando uma melhora gradual das margens do negócio.
Os executivos reforçaram o otimismo com as perspectivas para a empresa.
Outro fator destacado pela administração foi o atual cenário geopolítico.
Segundo o CEO e o CFO, as mudanças nas relações internacionais e o aumento das preocupações relacionadas à defesa podem beneficiar a Embraer tanto no segmento militar quanto no mercado de aviação comercial.
Na área de defesa, a companhia espera que o segmento represente entre 12% e 15% da receita até 2030.
Apesar de a participação permanecer relativamente estável, a expectativa é de crescimento da rentabilidade da divisão.
A Embraer também trabalha na expansão internacional de sua produção militar.
O projeto desenvolvido na Índia poderá permitir à companhia estabelecer uma segunda linha de montagem do KC-390 fora do Brasil.
Com a estrutura, a empresa estima que poderá atingir uma produção superior a 10 aeronaves KC-390 por ano.
A companhia também avalia uma oportunidade de negócio nos Estados Unidos. Caso o volume de pedidos seja suficiente, o projeto poderia resultar na criação de uma terceira linha de montagem internacional.
A expansão representa uma estratégia para aproximar a produção dos mercados consumidores e ampliar a presença global da Embraer no setor de defesa.
Outra frente de crescimento está relacionada à Eve, subsidiária da Embraer dedicada ao desenvolvimento de aeronaves elétricas de decolagem e pouso vertical, conhecidas como eVTOLs.
Os executivos afirmaram que a aeronave elétrica poderá entrar em operação no Brasil e nos Estados Unidos a partir de 2028.
A Eve atualmente possui aproximadamente 3 mil cartas de intenção de compra, além de alguns pedidos firmes para seus eVTOLs.
O desenvolvimento desse mercado pode representar uma nova frente de negócios para o grupo nos próximos anos, especialmente com a evolução da mobilidade aérea urbana.
O mercado reagiu positivamente às perspectivas apresentadas pela companhia.
Por volta das 10h49, as ações da Embraer subiam mais de 6%, cotadas a aproximadamente R$ 98,34, liderando os ganhos do Ibovespa naquele momento.
O índice de referência da Bolsa brasileira operava próximo da estabilidade, com alta de aproximadamente 0,02%.
O desempenho de EMBJ3 refletia a reação dos investidores às perspectivas de aumento da produção, melhora da rentabilidade e expansão dos negócios internacionais.
A Embraer trabalha com uma estratégia de crescimento baseada em diferentes frentes: expansão da aviação comercial, aumento da rentabilidade, fortalecimento do segmento de defesa e desenvolvimento do mercado de aeronaves elétricas.
A possibilidade de ampliar a produção para até 120 aeronaves comerciais por ano até 2030, somada à expansão internacional do KC-390 e aos planos da Eve, coloca a capacidade produtiva e a diversificação dos negócios como elementos centrais da estratégia da companhia.
Para os executivos, o cenário atual permite manter uma perspectiva positiva para os próximos anos, com expectativa de crescimento da lucratividade em ritmo superior ao das receitas.
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