As exportações brasileiras para a Argentina recuaram 18,1% nos últimos 12 meses, enquanto as importações cresceram 3,8%, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento.
As exportações do Brasil para a Argentina recuaram 18,1% nos últimos 12 meses, segundo dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). A queda ocorre em um momento de aumento das tensões diplomáticas entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Javier Milei.
Apesar da retração, a Argentina segue como o terceiro maior destino das exportações brasileiras, atrás apenas da China e dos Estados Unidos.
Em junho de 2026, o Brasil exportou US$ 1,3 bilhão para a Argentina, abaixo dos US$ 1,6 bilhão registrados no mesmo mês do ano anterior.
Com isso, a participação da Argentina nas exportações brasileiras caiu de 5,6% para 3,7% no período analisado.
A indústria automotiva continua sendo o principal setor das vendas brasileiras para o país vizinho, com destaque para automóveis, autopeças e veículos comerciais.
Na direção contrária, as importações brasileiras de produtos argentinos aumentaram 3,8% em junho na comparação anual.
Assim como nas exportações, o setor automotivo lidera o fluxo comercial entre os dois países, tanto nas vendas quanto nas compras.
Entre os principais itens vendidos pelo Brasil à Argentina em junho de 2026 estão:
As compras brasileiras do mercado argentino foram lideradas por:
A redução nas exportações acontece em meio ao aumento das tensões entre os governos de Brasil e Argentina.
Nos últimos dias, o presidente argentino Javier Milei voltou a fazer críticas públicas ao presidente Lula durante um evento político no Brasil. Em resposta, integrantes do governo brasileiro também reagiram às declarações.
Na segunda-feira (27), o Ministério das Relações Exteriores manifestou oficialmente descontentamento ao embaixador argentino em Brasília. Ao longo do dia, novas trocas de críticas entre integrantes dos dois governos ampliaram o desgaste diplomático.
Apesar do cenário político conturbado, especialistas apontam que a relação comercial entre Brasil e Argentina continua sendo estratégica para ambos os países, especialmente para a indústria automotiva, que permanece como o principal motor das trocas comerciais entre as duas economias
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