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28/09/2026

Fluxo de navios de carga no Estreito de Ormuz cai a níveis mínimos

Setembro 17, 2026
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Apenas três navios cargueiros atravessaram a estratégica rota marítima na quarta-feira, segundo dados preliminares da Kpler

Trânsito de embarcações registra forte queda

O fluxo de navios cargueiros pelo Estreito de Ormuz atingiu nesta semana um dos níveis mais baixos desde o aumento das tensões militares no Oriente Médio.

Segundo dados preliminares de rastreamento divulgados pela Kpler, empresa especializada em informações sobre navegação e mercados de commodities, apenas três navios cargueiros atravessaram o Estreito de Ormuz na quarta-feira (16).

O número representa uma queda significativa em relação aos aproximadamente 12 navios registrados no dia anterior. Na média dos dez dias anteriores, o fluxo havia sido de cerca de 17 embarcações por dia.

Dados podem não representar todo o tráfego

A Kpler ressalta que os números são baseados em embarcações identificadas por sistemas de rastreamento e observação. Dessa forma, navios que tenham desligado seus transponders podem não aparecer nos dados.

O desligamento dos equipamentos de identificação pode ocorrer em determinadas circunstâncias para reduzir a exposição das embarcações a riscos de segurança.

Dos três navios monitorados na quarta-feira, apenas um era um navio vazio da categoria Supramax, utilizada para classificar grandes graneleiros, que entrou no Estreito pela rota iraniana.

Petróleo pode sofrer pressão

A redução do fluxo pelo Estreito de Ormuz aumenta a atenção dos mercados de energia. A passagem é uma das principais rotas utilizadas para o transporte marítimo de petróleo e derivados.

Nesta quinta-feira (17), Matt Stanley, chefe de Engajamento de Mercado da Kpler para Europa, Oriente Médio e África, afirmou à CNBC que a alta dos preços do petróleo pode assumir um caráter mais estrutural.

Segundo Stanley, o preço do barril de petróleo a US$ 150 ainda é uma possibilidade para 2027, em meio à persistência das pressões sobre a oferta.

Europa pode sentir impacto nos combustíveis

De acordo com Stanley, a Europa pode estar entre as regiões mais afetadas pela pressão sobre os preços do diesel e do combustível de aviação.

A capacidade limitada das refinarias, combinada com alterações nos fluxos comerciais pelo Mar Vermelho e pelo Estreito de Ormuz, pode contribuir para elevar os preços dos combustíveis.

Por outro lado, preços mais elevados podem reduzir a demanda, o que poderia proporcionar algum alívio temporário ao mercado.

O comportamento do Estreito de Ormuz permanece, portanto, no radar dos mercados internacionais, especialmente diante dos possíveis impactos sobre o petróleo, combustíveis, inflação e custos de transporte.

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