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28/09/2026

Morgan Stanley vê risco moderado de queda no prêmio do alumínio nos EUA

Agosto 20, 2026
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Possível redução das tarifas sobre o alumínio canadense pode pressionar o prêmio do metal no mercado americano, segundo o Morgan Stanley.

O Morgan Stanley avalia que uma possível redução das tarifas americanas sobre o alumínio importado do Canadá pode provocar uma queda moderada no prêmio do metal no mercado dos Estados Unidos.

Segundo informações citadas pelo banco, os EUA estudam reduzir a tarifa sobre o alumínio canadense de 50% para 25% como parte de um possível acordo comercial. As negociações ainda não foram concluídas.

Mesmo com uma eventual redução das tarifas, os analistas avaliam que os Estados Unidos continuariam enfrentando déficit estrutural de oferta, mantendo a necessidade de importações.

EUA dependem de importações

Os Estados Unidos dependem de importações para aproximadamente 80% da demanda doméstica por alumínio, tendo o Canadá como principal fornecedor histórico.

No primeiro semestre de 2026, os EUA importaram cerca de 1,68 milhão de toneladas, uma média de 280 mil toneladas por mês. No mesmo período, o Canadá exportou aproximadamente 1,16 milhão de toneladas, ou 192 mil toneladas mensais, cobrindo cerca de 68% das importações americanas.

Mesmo que toda a produção canadense fosse direcionada aos Estados Unidos, o volume ainda seria insuficiente para atender integralmente à demanda americana.

Antes da implementação das tarifas, o Canadá exportava aproximadamente 240 mil toneladas por mês aos EUA, quantidade que corresponderia a cerca de 85% dos atuais níveis de importação americanos.

Tarifa menor pode pressionar o Midwest Premium

O principal impacto esperado está no chamado Midwest Premium, prêmio pago pelo alumínio físico entregue no mercado americano.

Atualmente, o prêmio é negociado aproximadamente 30% acima do custo implícito das tarifas. Como o Canadá pode direcionar parte de suas exportações para a Europa, onde os prêmios também estão elevados, o mercado americano precisa oferecer uma remuneração competitiva para atrair o metal.

Para o Morgan Stanley, uma redução das tarifas canadenses diminuiria essa competição e poderia pressionar o prêmio para baixo.

O banco estima que o Midwest Premium poderia cair aproximadamente pela metade do valor que atualmente excede o preço considerado justo pelas tarifas, chegando a uma redução estimada de 10 a 12 centavos de dólar por libra caso o corte tarifário seja efetivamente implementado.

Novas fontes de oferta

Outro fator observado pelo mercado é a possibilidade de expansão da capacidade produtiva em outros países.

O mecanismo americano de alívio tarifário permite descontos para empresas que ampliem sua produção. Essa regra pode estimular a entrada de volumes adicionais no mercado americano, especialmente provenientes dos Emirados Árabes Unidos.

A EGA e a Century planejam uma nova fundição com capacidade estimada de 750 mil toneladas por ano, o que poderia contribuir para ampliar a oferta disponível aos Estados Unidos no médio prazo.

Apesar da possibilidade de queda do prêmio, o Morgan Stanley avalia que a dependência americana de alumínio importado continua sendo um fator estrutural de suporte ao mercado.

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