Relatório do Morgan Stanley aponta melhora gradual nas vendas de destilados nos Estados Unidos, impulsionada pelo consumo durante a reta final da Copa do Mundo de Clubes. O segmento de cervejas, no entanto, segue enfrentando desafios.
O Morgan Stanley identificou uma melhora gradual nas vendas de bebidas destiladas no mercado norte-americano nas quatro semanas encerradas em 25 de julho. Segundo o banco, a reta final da Copa do Mundo de Clubes da FIFA ajudou a impulsionar o consumo de destilados, enquanto o segmento de cervejas permaneceu mais fraco.
De acordo com o relatório, parte do consumo de cerveja durante o torneio ocorreu em bares e restaurantes, reduzindo o impacto nas vendas registradas pelos canais de varejo monitorados pela NielsenIQ.
Entre as empresas analisadas, a Campari apresentou a maior evolução. As vendas nos Estados Unidos recuaram 1,4% na comparação anual, uma melhora significativa em relação à queda de 4,2% observada nas 12 semanas anteriores.
Além disso, a companhia registrou melhora nos volumes vendidos e perdas limitadas de participação de mercado.
A Pernod Ricard reduziu o ritmo de queda das vendas para 7%, ante retração de 7,4% nas 12 semanas anteriores. O banco destacou melhora nos volumes, embora a empresa ainda tenha perdido uma pequena fatia de mercado.
Já a Rémy Cointreau apresentou queda de 3,4%, contra 4,3% anteriormente, mantendo participação praticamente estável e registrando melhora operacional.
A Diageo continuou pressionada no mercado americano. As vendas de destilados caíram 9,5% nas últimas quatro semanas, praticamente em linha com o desempenho recente.
A companhia segue perdendo participação de mercado tanto em valor quanto em volume, embora tenha registrado leve avanço em seu segmento de cervejas.
Entre as fabricantes de cerveja, a Anheuser-Busch InBev (AB InBev) apresentou melhora nas vendas, com queda de 3,2%, menor que a retração de 4,2% observada anteriormente. A empresa também ganhou participação de mercado tanto em volume quanto em valor.
A Heineken também reduziu o ritmo de queda das vendas, passando de 8,6% para 7,6%, mas ainda continua perdendo espaço no mercado norte-americano.
Na avaliação do Morgan Stanley, os dados sugerem uma estabilização gradual da demanda por bebidas alcoólicas nos Estados Unidos, principalmente no segmento de destilados. Apesar da melhora, o banco destaca que o consumo ainda segue abaixo dos níveis registrados em anos anteriores, indicando que a recuperação do setor deverá ocorrer de forma gradual nos próximos trimestres.
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