Os preços do petróleo WTI recuam após avanços nas negociações entre Estados Unidos e Irã para reabrir o Estreito de Ormuz, reduzindo as preocupações com a oferta global e pressionando as cotações da commodity.
Os contratos futuros do petróleo WTI registraram queda nesta quarta-feira (5), ampliando as perdas da sessão anterior, diante da expectativa de um possível acordo entre Estados Unidos e Irã para reabrir o Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte de petróleo do mundo.
Durante a manhã, o barril do WTI chegou a ser negociado próximo de US$ 74,76, refletindo a redução do prêmio de risco geopolítico incorporado aos preços nas últimas semanas.
O movimento ocorre após uma série de sinais positivos nas negociações diplomáticas.
Segundo informações divulgadas ao mercado, o Catar apresentou uma proposta de desescalada entre Washington e Teerã, enquanto autoridades iranianas avaliam um plano que permitiria a remoção das minas instaladas no Estreito de Ormuz por países europeus.
Além disso, o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, afirmou que um acordo poderá ser firmado \em horas ou dias\, aumentando as expectativas de normalização da navegação na região.
O Estreito de Ormuz permanece fechado desde o agravamento do conflito entre Estados Unidos e Irã, iniciado em fevereiro de 2026.
A interrupção do tráfego marítimo afetou significativamente o mercado global de petróleo. Segundo estimativas da Saudi Aramco, mais de 2,6 bilhões de barris deixaram de chegar ao mercado durante o período, volume equivalente a aproximadamente um mês da produção mundial.
Caso a passagem seja reaberta, investidores esperam uma recuperação gradual da oferta global, fator que tende a pressionar os preços da commodity.
Além das negociações entre EUA e Irã, conversas mediadas por Omã entre a Arábia Saudita e o movimento Houthi, do Iêmen, também contribuíram para melhorar o sentimento dos investidores em relação ao Oriente Médio.
Com menor percepção de risco para o abastecimento global, o mercado passou a reduzir o prêmio geopolítico embutido nas cotações do petróleo.
Apesar do otimismo, analistas destacam que o principal risco continua sendo a posição do Irã em relação ao controle do tráfego marítimo no Estreito de Ormuz.
Caso as negociações não avancem ou um acordo definitivo não seja alcançado, o mercado poderá voltar a precificar riscos elevados para a oferta de petróleo, aumentando novamente a volatilidade da commodity.
Enquanto isso, investidores seguem acompanhando os desdobramentos diplomáticos, que permanecem como o principal fator de influência sobre os preços do petróleo no curto prazo.
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