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28/09/2026

Petróleo WTI cai com expectativa de acordo entre EUA e Irã para reabrir Estreito de Ormuz

Agosto 05, 2026
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Os preços do petróleo WTI recuam após avanços nas negociações entre Estados Unidos e Irã para reabrir o Estreito de Ormuz, reduzindo as preocupações com a oferta global e pressionando as cotações da commodity.

Os contratos futuros do petróleo WTI registraram queda nesta quarta-feira (5), ampliando as perdas da sessão anterior, diante da expectativa de um possível acordo entre Estados Unidos e Irã para reabrir o Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte de petróleo do mundo.

Durante a manhã, o barril do WTI chegou a ser negociado próximo de US$ 74,76, refletindo a redução do prêmio de risco geopolítico incorporado aos preços nas últimas semanas.

Avanços diplomáticos pressionam a commodity

O movimento ocorre após uma série de sinais positivos nas negociações diplomáticas.

Segundo informações divulgadas ao mercado, o Catar apresentou uma proposta de desescalada entre Washington e Teerã, enquanto autoridades iranianas avaliam um plano que permitiria a remoção das minas instaladas no Estreito de Ormuz por países europeus.

Além disso, o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, afirmou que um acordo poderá ser firmado \em horas ou dias\, aumentando as expectativas de normalização da navegação na região.

Reabertura pode ampliar oferta global

O Estreito de Ormuz permanece fechado desde o agravamento do conflito entre Estados Unidos e Irã, iniciado em fevereiro de 2026.

A interrupção do tráfego marítimo afetou significativamente o mercado global de petróleo. Segundo estimativas da Saudi Aramco, mais de 2,6 bilhões de barris deixaram de chegar ao mercado durante o período, volume equivalente a aproximadamente um mês da produção mundial.

Caso a passagem seja reaberta, investidores esperam uma recuperação gradual da oferta global, fator que tende a pressionar os preços da commodity.

Mercado reduz prêmio de risco

Além das negociações entre EUA e Irã, conversas mediadas por Omã entre a Arábia Saudita e o movimento Houthi, do Iêmen, também contribuíram para melhorar o sentimento dos investidores em relação ao Oriente Médio.

Com menor percepção de risco para o abastecimento global, o mercado passou a reduzir o prêmio geopolítico embutido nas cotações do petróleo.

Cenário ainda depende das negociações

Apesar do otimismo, analistas destacam que o principal risco continua sendo a posição do Irã em relação ao controle do tráfego marítimo no Estreito de Ormuz.

Caso as negociações não avancem ou um acordo definitivo não seja alcançado, o mercado poderá voltar a precificar riscos elevados para a oferta de petróleo, aumentando novamente a volatilidade da commodity.

Enquanto isso, investidores seguem acompanhando os desdobramentos diplomáticos, que permanecem como o principal fator de influência sobre os preços do petróleo no curto prazo.

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