A S&P Global Ratings elevou a classificação de crédito da Kinross Gold para "BBB", destacando a redução da dívida, a sólida geração de caixa impulsionada pelo ouro e a expectativa de fortalecimento da posição financeira da mineradora.
A S&P Global Ratings elevou a classificação de crédito da Kinross Gold Corp. (NYSE: KGC) de BBB- para BBB, refletindo a melhora da situação financeira da mineradora, impulsionada pela redução do endividamento e pela forte geração de caixa favorecida pelos elevados preços do ouro.
A agência também elevou a classificação dos títulos sem garantia da companhia e manteve perspectiva estável para o crédito.
A Kinross reduziu sua dívida para US$ 750 milhões, após quitar US$ 500 milhões em títulos seniores no fim do ano passado.
Além disso, a empresa encerrou junho de 2026 com aproximadamente US$ 2,7 bilhões em caixa, reforçando sua liquidez.
Segundo a S&P, a mineradora poderá ampliar sua posição líquida de caixa para mais de US$ 4 bilhões até 2028, sustentada por uma geração anual de fluxo de caixa livre superior a US$ 1,5 bilhão.
O desempenho financeiro da companhia foi beneficiado pela forte valorização do ouro.
No acumulado do ano, o metal precioso registrou preço médio próximo de US$ 4.600 por onça, bem acima da média de aproximadamente US$ 1.945 por onça observada em 2023.
Mesmo projetando uma acomodação dos preços para cerca de US$ 3.300 por onça até 2028, a agência acredita que a Kinross continuará apresentando elevada rentabilidade.
Entre os principais projetos de crescimento está o Great Bear, localizado na província de Ontário, no Canadá.
A expectativa é que a mina inicie produção no final de 2029, alcançando cerca de 500 mil onças de ouro por ano durante seus primeiros oito anos de operação.
O projeto deverá exigir investimentos próximos de US$ 1,4 bilhão entre 2026 e 2029 e apresentar custo de produção competitivo.
A S&P estima que a Kinross manterá produção próxima de 2 milhões de onças de ouro por ano ao longo da próxima década.
A agência também projeta que aproximadamente 40% do fluxo de caixa operacional livre seja destinado aos acionistas por meio de dividendos e programas de recompra de ações até 2028.
A elevação do rating reforça a percepção de que a companhia está financeiramente mais sólida e bem posicionada para enfrentar possíveis oscilações futuras nos preços do ouro.
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