Índice Mundial de Contêineres sobe 1%, para US$ 4.339 por contêiner de 40 pés, enquanto conflitos no Oriente Médio e problemas climáticos pressionam o transporte marítimo.
As tarifas globais de transporte marítimo voltaram a subir diante da combinação de tensões geopolíticas no Oriente Médio e problemas climáticos na Ásia. O Índice Mundial de Contêineres (WCI), calculado pela consultoria Drewry, avançou 1% na última semana, para US$ 4.339 por contêiner de 40 pés, marcando a segunda alta semanal consecutiva.
A pressão sobre os preços está relacionada principalmente ao aumento das tarifas no comércio transpacífico. A insegurança no Canal de Suez e no Estreito de Ormuz, em meio à ausência de um cessar-fogo definitivo entre Estados Unidos e Irã, continua afetando as rotas internacionais.
No mercado à vista, as tarifas entre a Ásia e os Estados Unidos apresentaram altas expressivas.
O frete de Xangai para Nova York subiu 10%, chegando a US$ 8.706 por contêiner de 40 pés. Já a rota entre Xangai e Los Angeles teve alta de 6%, para US$ 6.244.
O Drewry Intra-Asia Container Index (IACI), que acompanha o transporte dentro da Ásia, também avançou. O indicador subiu 6%, para US$ 1.028 por contêiner de 40 pés, atingindo o maior nível em seis semanas.
Além das tensões no Oriente Médio, as condições climáticas contribuíram para pressionar a cadeia global de abastecimento.
A passagem do tufão Dolphin pela costa da China obrigou embarcações a buscar áreas de abrigo e provocou aumento dos congestionamentos nos portos do Leste Asiático.
Em Xangai, o tempo médio de espera das embarcações chegou a 87 horas, enquanto em Ningbo alcançou 36 horas.
Terminais de Xangai e outras instalações portuárias da região também adotaram restrições e suspensões temporárias de operações devido à piora das condições meteorológicas.
As dificuldades logísticas não estão concentradas apenas na Ásia. Restrições nas travessias pelo Canal do Panamá também afetaram o transporte internacional.
Além disso, algumas companhias marítimas anunciaram novas sobretaxas para utilização do Canal do Panamá em rotas entre a Ásia e a Costa Leste dos Estados Unidos e entre a Ásia e o Golfo dos EUA a partir de setembro.
Na Europa, a redução da vazão do rio Reno, provocada por ondas de calor, também tem afetado os cronogramas das embarcações e a previsibilidade da cadeia de suprimentos.
O cenário reforça a pressão sobre os custos do comércio internacional e aumenta a atenção de empresas e investidores para possíveis impactos sobre fretes, preços de produtos e inflação global.
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