Vendas no varejo brasileiro cresceram 0,5% em junho, superando as expectativas do mercado, enquanto o varejo ampliado recuou 1,0% no mês.
As vendas do comércio varejista brasileiro cresceram 0,5% em junho, na comparação com maio, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (13).
Na comparação com junho de 2025, o volume de vendas apresentou alta de 2,9%.
O resultado veio acima das expectativas do mercado. Pesquisa da Reuters apontava para crescimento de 0,30% na comparação mensal e avanço de 2,35% em relação ao mesmo mês do ano anterior.
O desempenho de junho foi marcado por equilíbrio entre os setores que apresentaram crescimento e aqueles que registraram queda.
Entre as atividades que contribuíram positivamente para o resultado mensal estão:
O desempenho dos supermercados teve papel importante no avanço geral do varejo, indicando maior volume de vendas em uma das principais categorias do comércio brasileiro.
Apesar do crescimento geral, algumas atividades apresentaram retração significativa.
O destaque negativo foi o segmento de livros, jornais, revistas e papelaria, com queda de 9,9% em junho.
Também registraram recuo:
Os números mostram que o crescimento do varejo não foi disseminado por todos os segmentos.
No conceito de varejo ampliado, que inclui veículos, materiais de construção e atacado especializado de produtos alimentícios, bebidas e fumo, o resultado foi negativo.
O volume de vendas caiu 1,0% em junho, após retração de 0,3% em maio.
A média móvel trimestral do varejo ampliado também apresentou queda de 0,7% no trimestre encerrado em junho, depois de recuar 0,4% no período encerrado em maio.
Na comparação com junho de 2025, entretanto, o varejo ampliado apresentou crescimento de 4,9%.
No acumulado do ano, o indicador registra alta de 1,9%, enquanto nos últimos 12 meses o avanço é de 0,8%.
Entre os segmentos que contribuíram negativamente para o varejo ampliado estão veículos e motos, partes e peças, com queda de 1,5%, e material de construção, que recuou 3,5% no mês.
O desempenho desses setores ajudou a limitar o resultado do comércio em seu conceito mais abrangente.
O crescimento de 0,5% do varejo em junho, acima das expectativas, indica que o consumo das famílias apresentou alguma resistência no período.
O avanço anual de 2,9% também demonstra que o comércio segue apresentando crescimento em relação ao mesmo período do ano anterior.
Por outro lado, a queda do varejo ampliado e o desempenho negativo de segmentos como construção, veículos e vestuário mostram que o ambiente de consumo permanece desigual entre os diferentes setores da economia.
Os dados do IBGE entram no radar dos investidores por fornecerem informações importantes sobre o ritmo da atividade econômica brasileira.
Um varejo mais forte pode indicar maior sustentação da demanda interna, enquanto uma desaceleração em setores específicos pode sinalizar efeitos de juros elevados e das condições de crédito sobre o consumo.
O resultado também será acompanhado pelo mercado na avaliação das perspectivas para o crescimento econômico e para a política monetária do Banco Central.
Com o varejo crescendo acima do esperado em junho, os dados reforçam a percepção de que a economia brasileira ainda apresenta algum grau de resiliência, embora o desempenho entre os setores continue bastante heterogêneo.
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