A economia da zona do euro cresceu 1,8% em termos anualizados no segundo trimestre de 2026, superando o avanço dos Estados Unidos. O desempenho surpreendeu mesmo diante das tensões no Oriente Médio, da alta dos preços da energia e das incertezas sobre o comércio global.
A economia da zona do euro apresentou crescimento superior ao dos Estados Unidos no segundo trimestre de 2026, demonstrando resiliência mesmo diante das incertezas provocadas pela guerra no Oriente Médio, da alta dos preços da energia e das dificuldades nas cadeias globais de suprimentos.
Segundo os dados divulgados nesta quinta-feira (30), o bloco europeu registrou expansão anualizada de 1,8%, acima do crescimento de 1,5% observado na economia norte-americana no mesmo período.
O desempenho da economia europeia surpreendeu parte dos analistas, que esperavam impactos mais intensos das tensões geopolíticas envolvendo o conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã.
Além do cenário de guerra, a região também enfrentou custos mais elevados de energia e desafios logísticos, fatores que normalmente pressionam o crescimento econômico.
Para Andrew Kenningham, economista-chefe para a Europa da Capital Economics, os números mostram que consumidores e empresas mantiveram seus níveis de gastos apesar do ambiente de incerteza.
Entre os fatores que contribuíram para o desempenho da região está o avanço dos serviços ligados à inteligência artificial.
A Irlanda, que abriga sedes internacionais de grandes empresas de tecnologia dos Estados Unidos, registrou forte crescimento impulsionado pelos setores de informação e comunicação, refletindo o aumento dos investimentos em infraestrutura digital e serviços tecnológicos.
As principais economias da zona do euro também apresentaram resultados positivos no trimestre.
Os dados reforçam uma recuperação relativamente disseminada entre as maiores economias do bloco.
Apesar do resultado positivo, economistas alertam que a trajetória da economia europeia ainda permanece cercada de incertezas.
Entre os principais riscos estão uma eventual escalada das tensões no Oriente Médio, novos aumentos dos preços da energia, interrupções no comércio internacional e os impactos econômicos das ondas de calor e dos incêndios florestais registrados em diversas regiões da Europa.
Além disso, persistem preocupações relacionadas ao ambiente global, incluindo disputas comerciais, inflação e os efeitos das políticas tarifárias adotadas pelos Estados Unidos.
Mesmo diante desses desafios, o desempenho do segundo trimestre indica que a zona do euro conseguiu manter o crescimento econômico e superar, no período, o ritmo de expansão da maior economia do mundo.
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