Candidato à Presidência afirma que ex-presidente do Banco Central é quem mais o orienta atualmente em temas econômicos, mas não confirma seu nome para eventual Fazenda.
O candidato à Presidência da República e ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), afirmou que o economista Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central, é sua principal referência atualmente para assuntos relacionados à economia.
A declaração foi dada na segunda-feira (10), durante entrevista a jornalistas em São Paulo. Questionado sobre quem poderia comandar o Ministério da Fazenda em um eventual governo, Caiado citou Fraga, mas ressaltou que não há confirmação de seu nome para o cargo.
“Eu posso te dizer que a pessoa que eu mais converso hoje, que mais me orienta hoje, é o Armínio Fraga”, afirmou o candidato.
Segundo Caiado, Fraga exerce influência sobre suas avaliações e decisões relacionadas à economia.
“Ele é a pessoa que mais me baliza hoje, nas minhas decisões e nas minhas inquietações também”, declarou.
Apesar de destacar a proximidade com Armínio Fraga, Caiado não afirmou que o economista ocuparia o Ministério da Fazenda caso fosse eleito.
A declaração ocorre em um momento em que os candidatos à Presidência começam a apresentar suas referências para áreas estratégicas de um eventual governo, especialmente em temas como política fiscal, crescimento econômico e gestão pública.
Fraga presidiu o Banco Central entre 1999 e 2002 e é uma das referências do mercado financeiro brasileiro em temas relacionados à política monetária e economia.
Além de Armínio Fraga, Caiado mencionou a economista Ana Carla Abrão ao comentar a formação de uma eventual equipe de governo.
Segundo o candidato, existem “várias frentes” em discussão para uma possível reforma administrativa.
A proposta de uma equipe formada por especialistas aparece, segundo Caiado, como parte de sua estratégia para buscar maior eficiência na administração pública.
Caiado afirmou ainda que pretende trabalhar com profissionais que tenham conhecimento especializado em diferentes áreas.
“Eu sempre me ocupei em ter as melhores cabeças ao meu lado. Essa é a preocupação que eu tive para governar”, afirmou.
O candidato disse que procura pessoas que tenham conhecimento superior ao seu em determinadas áreas e que sejam capazes de apresentar resultados.
A estratégia, segundo ele, seria reunir uma equipe técnica para auxiliar na formulação e execução das políticas públicas de um eventual governo federal.
A escolha de referências para a área econômica deve ganhar importância ao longo da campanha eleitoral de 2026.
Além da política monetária e do controle da inflação, temas como equilíbrio das contas públicas, reforma administrativa, crescimento econômico e ambiente de negócios devem ocupar espaço relevante nas propostas dos candidatos.
Nesse contexto, a indicação de nomes ligados ao mercado financeiro e à formulação de políticas econômicas pode ser utilizada pelos candidatos para sinalizar ao eleitorado e aos agentes econômicos quais seriam suas prioridades em uma eventual gestão.
Caiado, entretanto, ainda não apresentou oficialmente uma equipe econômica para um eventual governo e não confirmou Armínio Fraga como futuro ministro da Fazenda.
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