Carregando cotações…
Registre-se

28/09/2026

China: novos empréstimos bancários recuam inesperadamente em julho

Agosto 14, 2026
3Minuto lidos
1,8 mi Visualizações

Novos empréstimos bancários registraram queda líquida de 340 bilhões de yuans em julho, sinalizando demanda doméstica fraca por crédito em meio à crise imobiliária.

Os novos empréstimos bancários na China recuaram inesperadamente em julho, em um resultado que evidencia a fraqueza da demanda doméstica por crédito e ocorre enquanto o Banco Popular da China (PBoC) busca ampliar a forma como o mercado avalia as condições de financiamento da economia.

Dados oficiais divulgados nesta sexta-feira (14) mostram que os novos empréstimos registraram queda líquida de 340 bilhões de yuans em julho, depois de uma expansão de 1,61 trilhão de yuans em junho.

O resultado ficou muito abaixo das expectativas dos economistas. Uma pesquisa realizada pelo The Wall Street Journal apontava para uma expansão de aproximadamente 280 bilhões de yuans no mês.

Demanda por crédito segue fraca

Parte da queda observada em julho pode ser explicada por fatores sazonais, mas os números também refletem uma demanda doméstica mais fraca por financiamento.

O cenário ocorre em meio à prolongada crise do setor imobiliário chinês, que continua afetando a confiança de consumidores e empresas e reduzindo a procura por novos empréstimos.

A desaceleração do crédito tradicional representa um desafio para Pequim, que vem buscando sustentar a atividade econômica por meio de diferentes instrumentos de política monetária e fiscal.

PBoC quer ampliar análise do financiamento

O Banco Popular da China avalia que os empréstimos bancários, isoladamente, já não são suficientes para medir a demanda por financiamento na economia.

Segundo o PBoC, analistas devem considerar conjuntamente empréstimos bancários, emissões de títulos e outros canais de financiamento para obter uma visão mais completa das condições de crédito.

Em documento divulgado na quarta-feira, a instituição afirmou que a transição para novas forças produtivas está alterando as necessidades de financiamento da economia chinesa.

Setores emergentes, segundo o banco central, são menos intensivos em ativos do que segmentos tradicionais, como imóveis e infraestrutura. Dessa forma, essas novas atividades podem demandar menos crédito bancário para gerar crescimento econômico.

Financiamento social permanece elevado

Apesar da queda dos empréstimos bancários, o financiamento social total, indicador mais amplo que reúne diferentes fontes de financiamento da economia, incluindo canais fora do sistema bancário, alcançou 1,41 trilhão de yuans em julho.

O dado reforça a tentativa do PBoC de direcionar a atenção dos investidores para uma medida mais abrangente das condições financeiras da economia.

Entre os canais alternativos, os títulos e as ações vêm ganhando importância como fontes de financiamento para empresas.

Crescimento da oferta de moeda desacelera

Outro indicador divulgado nesta sexta-feira foi o M2, medida ampla da oferta de moeda.

O M2 cresceu 7,7% em julho na comparação anual, desacelerando em relação à expansão de 8% registrada em junho.

O resultado também ficou ligeiramente abaixo da expectativa dos economistas, que projetavam crescimento de 7,9%.

A combinação entre a queda dos empréstimos tradicionais, a desaceleração do M2 e a fraqueza do setor imobiliário reforça os sinais de que a economia chinesa ainda enfrenta dificuldades para transformar medidas de estímulo em uma recuperação mais ampla da demanda doméstica.

Para os mercados, os próximos dados de crédito, consumo e atividade econômica serão importantes para avaliar a força da recuperação chinesa e possíveis novas medidas de estímulo por parte de Pequim.

Deixe um Comentário
Invista com quem entende do mercado Estratégia de investimentos sob medida para os seus objetivos. Fale com um assessor ›
Invista com quem entende do mercado Estratégia de investimentos sob medida para os seus objetivos. Fale com um assessor ›
Invista com quem entende do mercado Estratégia de investimentos sob medida para os seus objetivos. Fale com um assessor ›
Invista com quem entende do mercado Estratégia de investimentos sob medida para os seus objetivos. Fale com um assessor ›