Economia do bloco avançou 0,4% entre abril e junho e registrou crescimento anual de 1%; comércio exterior voltou ao superávit em junho.
A economia da zona do euro cresceu 0,4% no segundo trimestre de 2026, na comparação com os três meses anteriores, segundo dados revisados divulgados nesta sexta-feira (14) pela Eurostat, agência de estatísticas da União Europeia.
O resultado confirmou a estimativa inicial apresentada no fim de julho e ficou em linha com as projeções dos analistas consultados pela FactSet.
Na comparação com o mesmo período de 2025, o Produto Interno Bruto (PIB) da zona do euro avançou 1% entre abril e junho, mostrando uma expansão moderada da atividade econômica no bloco.
O desempenho do segundo trimestre indica que a economia europeia continua em trajetória de expansão, embora em ritmo relativamente contido.
O avanço de 0,4% representa uma evolução positiva diante dos períodos de maior fraqueza registrados recentemente, mas ainda não caracteriza uma aceleração significativa da economia.
A trajetória do consumo, dos investimentos, da indústria e do comércio exterior continuará sendo acompanhada de perto pelos mercados, especialmente diante das decisões de política monetária do Banco Central Europeu (BCE).
Além dos dados sobre o PIB, a Eurostat informou que a zona do euro registrou superávit comercial de 1,8 bilhão de euros em junho, considerando os dados ajustados sazonalmente.
O resultado representa uma forte melhora em relação a maio, quando o bloco apresentou déficit de 6,1 bilhões de euros, conforme dado revisado.
A mudança foi influenciada pelo aumento das exportações e pela redução das importações.
As exportações cresceram 0,9% em junho, na comparação mensal, enquanto as importações recuaram 2,1%, também considerando o ajuste sazonal.
Nos dados sem ajuste sazonal, o bloco registrou um superávit comercial de 8,6 bilhões de euros em junho, acima dos 4,8 bilhões de euros registrados no mesmo mês de 2025.
O desempenho reforça a contribuição do setor externo para a economia europeia e mostra uma melhora no saldo comercial em relação ao ano anterior.
Para os investidores, os números divulgados nesta sexta-feira reforçam a percepção de que a economia da zona do euro segue crescendo, mas ainda enfrenta um cenário de expansão moderada.
A evolução da inflação e dos próximos indicadores de atividade será fundamental para determinar os próximos passos do Banco Central Europeu, principalmente em relação à política de juros.
Um crescimento mais resiliente pode reduzir a necessidade de medidas monetárias mais expansionistas, enquanto uma eventual perda de força da atividade poderia aumentar a pressão por estímulos.
Com isso, os mercados devem continuar atentos aos próximos indicadores econômicos da Europa, especialmente aos dados de inflação, emprego, indústria e consumo.
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