Mercado reduz estimativa do IPCA para 5%, mantém Selic em 13,75% e prevê crescimento de 1,93% para a economia brasileira
O mercado financeiro reduziu levemente a projeção para a inflação brasileira em 2026, segundo o Boletim Focus divulgado nesta terça-feira (8) pelo Banco Central.
A estimativa para o IPCA caiu de 5,01% para 5%, enquanto a previsão para o crescimento do PIB subiu de 1,92% para 1,93%.
A projeção para a Selic permaneceu em 13,75% ao ano, enquanto a expectativa para o dólar no fim de 2026 continuou em R$ 5,20.
A projeção para o IPCA de 2026 caiu pela segunda semana consecutiva, chegando a 5%.
Para 2027, entretanto, a estimativa subiu de 4,28% para 4,29%. A projeção para 2028 permaneceu em 3,80%, enquanto a expectativa para 2029 continuou em 3,50%.
No caso do IGP-M, a previsão para 2026 caiu de 4,38% para 4,34%. Para 2027, houve uma pequena alta, de 4,10% para 4,11%.
O mercado também revisou ligeiramente para cima a expectativa de crescimento da economia brasileira em 2026.
A projeção para o PIB passou de 1,92% para 1,93%.
Para 2027, a estimativa permaneceu em 1,50%, enquanto a previsão para 2028 caiu de 1,98% para 1,96%. Para 2029, a expectativa continua em 2%.
Mesmo com a pequena redução na projeção de inflação, o mercado manteve a expectativa de que a Selic termine 2026 em 13,75% ao ano.
Essa projeção permanece nesse nível pela quinta semana consecutiva.
Para 2027, o mercado continua projetando a taxa básica de juros em 12%. Para 2028, a previsão é de 10,50%, enquanto para 2029 permanece em 10%.
A projeção para o câmbio também apresentou pouca alteração.
O mercado manteve a estimativa de R$ 5,20 por dólar ao final de 2026, permanecendo nesse nível pela 12ª semana consecutiva.
Para 2027, a previsão continua em R$ 5,30. A mesma cotação é esperada para 2028. Já para 2029, a estimativa caiu de R$ 5,36 para R$ 5,35.
Apesar da pequena melhora na projeção para 2026, a expectativa de inflação continua elevada e acima do centro da meta perseguida pelo Banco Central.
Com a Selic projetada em 13,75%, o mercado ainda considera necessário manter uma política monetária restritiva para controlar as pressões inflacionárias.
O cenário também permanece sensível ao comportamento do câmbio, dos preços administrados e das condições econômicas internacionais.
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