Moeda americana cai diante da disputa acirrada nas pesquisas, enquanto investidores acompanham crise institucional, inflação dos EUA, juros do Fed e petróleo
O dólar à vista opera em queda nesta terça-feira (8), negociado próximo de R$ 5,10, enquanto investidores acompanham as pesquisas eleitorais e o cenário político doméstico.
Às 10h15, a moeda americana recuava 0,69%, a R$ 5,096, enquanto o dólar futuro para outubro caía 0,62%, aos R$ 5,121 na B3.
O mercado acompanha novas pesquisas que apontam uma disputa acirrada pela Presidência da República no segundo turno das eleições de outubro.
Pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta terça-feira indica Flávio Bolsonaro e Augusto Cury numericamente à frente de Luiz Inácio Lula da Silva, mas dentro de um cenário de empate técnico.
Além das eleições, investidores monitoram a escalada da crise institucional doméstica, aumentando a atenção sobre os ativos brasileiros.
No exterior, o foco está nos próximos dados de inflação dos Estados Unidos, considerados importantes para as decisões do Federal Reserve em sua reunião de 15 e 16 de setembro.
Após um payroll acima das expectativas, os mercados passaram a precificar uma probabilidade próxima de 60% de alta dos juros pelo Fed neste mês.
O comportamento da inflação será determinante para confirmar ou alterar essas apostas.
As tensões geopolíticas no Golfo também pressionam as expectativas dos investidores. Os contratos futuros do Brent permanecem acima de US$ 99 por barril, próximos das máximas de seis semanas.
A alta do petróleo aumenta as preocupações com a inflação global e pode dificultar o trabalho dos bancos centrais no controle dos preços.
O Boletim Focus divulgado nesta terça mostrou que a projeção para o IPCA de 2026 caiu de 5,01% para 5%.
Apesar da pequena melhora, a estimativa permanece acima do teto da meta de inflação, de 4,5%.
Para 2027, a projeção passou de 4,28% para 4,29%, enquanto as expectativas para 2028 e 2029 permanecem em 3,80% e 3,50%, respectivamente.
No mercado cambial, o Banco Central realiza às 11h30 um leilão de 50 mil contratos de swap cambial para rolagem do vencimento de 1º de outubro.
O movimento ocorre em um momento de atenção redobrada ao câmbio, diante da combinação entre cenário eleitoral, juros americanos, petróleo e incertezas políticas internas.
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