As taxas dos contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) registraram leves altas nesta sexta-feira (31), após o início das negociações ser adiado por problemas operacionais na B3.
As taxas dos contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) operaram em leve alta nesta sexta-feira (31), após o início das negociações ser adiado por mais de duas horas devido a problemas operacionais na B3.
Os contratos passaram a ser negociados apenas após as 12h40, depois que a bolsa normalizou o funcionamento da Câmara B3. O DI para janeiro de 2028 avançava para 13,93%, enquanto o contrato com vencimento em janeiro de 2035 subia para 14,715%, ambos com alta de quatro pontos-base em relação ao fechamento anterior.
O movimento acompanhou o cenário internacional, onde os rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos (Treasuries) avançavam pela terceira sessão consecutiva. Os investidores seguem repercutindo a decisão mais recente do Federal Reserve, que manteve os juros entre 3,50% e 3,75%, alimentando uma onda de vendas dos títulos públicos norte-americanos.
No mercado doméstico, também repercutiram os dados fiscais divulgados pelo Banco Central. A dívida bruta do governo geral alcançou 81,9% do Produto Interno Bruto (PIB) em junho, ante 81,0% no mês anterior. Além disso, o setor público consolidado registrou déficit primário de R$ 55,3 bilhões, acima das expectativas do mercado.
Apesar do atraso operacional na abertura do pregão, o mercado de juros retomou as negociações acompanhando os movimentos externos e os indicadores fiscais brasileiros, que seguem influenciando as expectativas para a trajetória da política monetária.
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