A Vale afirmou que ainda avaliará o desempenho do segundo semestre antes de decidir sobre o pagamento de dividendos extraordinários, citando a volatilidade dos preços do minério, petróleo e câmbio.
A Vale (VALE3) adotou um discurso mais cauteloso sobre a possibilidade de distribuir dividendos extraordinários em 2026. Segundo o vice-presidente executivo de Finanças e Relações com Investidores da companhia, Marcelo Bacci, a elevada volatilidade dos mercados dificulta projeções sobre uma remuneração adicional aos acionistas.
De acordo com o executivo, fatores como as oscilações nos preços do minério de ferro, do petróleo e do câmbio aumentam as incertezas sobre o desempenho da companhia no restante do ano. Por isso, a definição sobre um eventual dividendo acima do mínimo obrigatório dependerá dos resultados obtidos no segundo semestre.
Na quinta-feira (30), a mineradora anunciou a distribuição de US$ 1,7 bilhão em dividendos e juros sobre capital próprio, além da aprovação de um novo programa de recompra de até 100 milhões de ações.
A companhia também divulgou seu balanço financeiro do segundo trimestre, registrando lucro líquido de US$ 1,375 bilhão, resultado 35% inferior ao apurado no mesmo período de 2025.
Segundo a administração da Vale, o segundo semestre costuma concentrar maior geração de caixa devido ao aumento sazonal da produção e das vendas, fator que será determinante para a decisão sobre uma possível distribuição extraordinária de dividendos aos acionistas.
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