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28/09/2026

Bilionário prevê pessoas vivendo e trabalhando na Lua já nos anos 2030

Agosto 18, 2026
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Dylan Taylor, CEO da Voyager Technologies, acredita que uma base lunar poderá receber trabalhadores e empresas no início da próxima década, impulsionada pela expansão da economia espacial.

A possibilidade de seres humanos viverem e trabalharem na Lua pode deixar de ser apenas uma visão de ficção científica e se tornar realidade já na próxima década. Essa é a previsão de Dylan Taylor, fundador e CEO da Voyager Technologies, empresa que atua no setor espacial e mantém contratos com a NASA.

Em entrevista à Fortune, Taylor afirmou que uma base lunar poderá estar funcionando no início dos anos 2030, com pessoas vivendo e trabalhando permanentemente no satélite natural da Terra.

Segundo o executivo, a expansão da atividade espacial deverá criar novas oportunidades profissionais, envolvendo desde construção e geração de energia até mineração de recursos e infraestrutura tecnológica.

Base lunar pode surgir no início dos anos 2030

Taylor acredita que a próxima grande etapa da exploração espacial será a construção de uma infraestrutura permanente na Lua.

Atualmente, seres humanos já trabalham no espaço por meio da Estação Espacial Internacional (ISS), que mantém presença humana contínua há décadas. A diferença, segundo ele, será ampliar esse cenário para além de astronautas altamente treinados.

A expectativa é que trabalhadores de diferentes áreas possam participar da construção e operação de instalações lunares.

Entre as atividades citadas pelo executivo estão mineração de recursos, construção de redes de energia e instalação de centros de dados em órbita.

Humanos ainda seriam necessários mesmo com avanço dos robôs

O avanço dos robôs humanoides não deverá eliminar completamente a necessidade de trabalhadores humanos no espaço, na avaliação de Taylor.

Ele citou como exemplo o Optimus, robô desenvolvido pela Tesla, argumentando que sistemas automatizados ainda enfrentarão dificuldades para solucionar todos os problemas encontrados em ambientes extremos como a superfície lunar.

Para o executivo, a presença humana continuará sendo necessária para lidar com situações inesperadas e tomar decisões diretamente no local.

Marte seria uma alternativa de longo prazo

Embora veja a Lua como o próximo destino da expansão humana no espaço, Taylor considera Marte um desafio muito maior.

A distância, a exposição à radiação e as dificuldades logísticas tornam a colonização do planeta vermelho significativamente mais complexa.

Na visão do executivo, uma eventual presença humana permanente em Marte estaria relacionada principalmente à criação de uma espécie de plano de contingência para a humanidade.

Taylor concorda com a ideia de que a civilização deveria buscar alternativas caso uma grande catástrofe atingisse a Terra. Porém, ressalta que a Lua não seria suficiente para esse objetivo, já que Terra e Lua pertencem ao mesmo sistema planetário.

Voyager aposta na expansão da economia espacial

Taylor deixou o mercado tradicional para se dedicar à exploração espacial. Em 2007, tornou-se investidor-anjo da Space Adventures e, posteriormente, participou de investimentos em empresas do setor.

Em 2017, fundou a Space for Humanity, organização voltada à ampliação do acesso aos voos espaciais comerciais.

Dois anos depois, criou a Voyager Technologies. Em 2025, a empresa abriu capital na Bolsa de Nova York e alcançou uma avaliação de aproximadamente US$ 3,8 bilhões, tornando Taylor bilionário aos 53 anos.

A companhia atualmente participa da construção de uma sucessora da Estação Espacial Internacional e possui contratos com a NASA.

Taylor também já esteve no espaço. Em 2021, participou de um voo da Blue Origin.

Musk, Bezos e Altman também projetam empregos no espaço

A visão de Taylor acompanha previsões feitas por outros importantes empresários do setor de tecnologia.

Elon Musk, fundador da SpaceX, defende há anos a expansão da presença humana em Marte e já projetou missões tripuladas ao planeta para o fim desta década. Algumas previsões anteriores do empresário, entretanto, não se concretizaram nos prazos inicialmente anunciados.

Jeff Bezos, fundador da Amazon e da Blue Origin, também prevê uma expansão significativa da presença humana no espaço. O empresário já afirmou que milhões de pessoas poderão viver fora da Terra no futuro e defende o uso de robôs para realizar atividades na Lua.

Sam Altman, CEO da OpenAI, também acredita que a expansão da economia espacial poderá criar profissões que atualmente nem existem. Segundo ele, jovens que estão entrando no mercado de trabalho poderão encontrar oportunidades espaciais altamente especializadas e remuneradas.

Economia espacial pode criar novo mercado

As previsões dos executivos apontam para uma possível transformação do setor espacial em uma nova fronteira econômica.

Além de exploração científica, atividades como mineração, energia, construção, telecomunicações, processamento de dados e logística podem formar uma cadeia econômica própria fora da Terra.

Ainda assim, a construção de bases permanentes na Lua e uma eventual colonização de Marte dependem de avanços tecnológicos, redução de custos, infraestrutura, segurança e investimentos de longo prazo.

Por enquanto, a previsão de trabalhadores vivendo na Lua nos anos 2030 permanece como uma projeção de empresários e executivos do setor espacial, mas sinaliza a crescente expectativa de que a economia espacial deixe de ser restrita a missões governamentais e passe a envolver empresas e trabalhadores de diferentes áreas.

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