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28/09/2026

Brasil pode se tornar potência agroambiental ao unir produção e preservação, diz presidente do Arapyaú

Julho 30, 2026
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Renata Piazzon defende que o Brasil pode se tornar uma potência agroambiental ao combinar agronegócio, conservação ambiental, bioeconomia e inovação para impulsionar o crescimento econômico.

O Brasil reúne condições únicas para assumir protagonismo na economia de baixo carbono e se consolidar como uma potência agroambiental, segundo Renata Piazzon, presidente do Instituto Arapyaú. Para a executiva, o país precisa superar a ideia de que desenvolvimento econômico e preservação ambiental são objetivos incompatíveis e transformar suas vantagens naturais em uma estratégia nacional de crescimento.

Em entrevista, Piazzon destacou que biodiversidade, energia limpa, produção agrícola e reservas minerais colocam o Brasil em posição privilegiada para atender às novas demandas da economia global.

Floresta em pé também gera riqueza

Segundo Renata Piazzon, um dos principais desafios do país é reconhecer que a preservação ambiental pode gerar valor econômico.

Na avaliação da presidente do Instituto Arapyaú, transformar a floresta em um ativo produtivo por meio da bioeconomia e de soluções sustentáveis permitirá ao Brasil aproveitar oportunidades que poucos países possuem.

Ela afirma que o país já reúne muitos dos recursos que o mundo procura, mas ainda precisa converter esse potencial em competitividade internacional.

Economia de baixo carbono abre novas oportunidades

Para Piazzon, a transição para uma economia de baixo carbono representa uma das maiores oportunidades de desenvolvimento para o Brasil.

Ela ressalta que o avanço da inteligência artificial, da transição energética e das mudanças geopolíticas aumenta a demanda global por energia limpa, minerais estratégicos e produção sustentável de alimentos — áreas nas quais o Brasil possui vantagens competitivas.

Segundo a executiva, o país é capaz de oferecer simultaneamente segurança alimentar, energética e climática.

Sustentabilidade deve ser vista como investimento

A presidente do Instituto Arapyaú avalia que ainda existe resistência em enxergar a sustentabilidade como um fator de geração de valor.

Segundo ela, durante muitos anos o tema foi tratado apenas como obrigação regulatória ou aumento de custos, quando, na prática, iniciativas sustentáveis podem reduzir desperdícios, elevar a produtividade, ampliar o acesso a investimentos e abrir novos mercados.

Na visão da executiva, demonstrar os benefícios econômicos dessas práticas será fundamental para acelerar essa transformação.

Empresas ampliam foco em critérios ambientais

Renata Piazzon observa que o setor privado passou a incorporar de forma crescente fatores ambientais em suas estratégias.

Consumidores, investidores e grandes empresas estão cada vez mais atentos à origem dos produtos, aos riscos climáticos e às práticas socioambientais adotadas ao longo das cadeias produtivas.

Segundo ela, a sustentabilidade deixou de ser apenas uma pauta reputacional e passou a integrar decisões relacionadas à competitividade e à gestão de riscos.

COP30 pode fortalecer posição do Brasil

Para a executiva, a realização da COP30 representa uma oportunidade para reposicionar o Brasil como fornecedor global de soluções ligadas ao clima e à natureza.

Ela acredita que o maior legado do evento poderá ser a aceleração de investimentos em bioeconomia, restauração florestal e políticas públicas voltadas ao desenvolvimento sustentável.

Caso essas iniciativas avancem, o país poderá transformar conservação ambiental em crescimento econômico de longo prazo.

Planejamento de longo prazo é essencial

Renata Piazzon defende que o Brasil precisa construir políticas públicas que ultrapassem ciclos eleitorais e sejam tratadas como estratégias de Estado.

Segundo ela, previsibilidade institucional e cooperação entre governo, setor privado e sociedade civil são fundamentais para atrair investimentos e consolidar uma economia baseada em inovação, sustentabilidade e competitividade internacional.

Liderança baseada em colaboração

Ao falar sobre os desafios futuros, a presidente do Instituto Arapyaú destacou que as lideranças precisarão atuar de forma cada vez mais colaborativa.

Na sua avaliação, questões econômicas, ambientais, sociais e tecnológicas estão profundamente conectadas, exigindo capacidade de diálogo, coordenação e construção de soluções conjuntas para enfrentar os desafios da próxima década.

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