As ações da Embraer sobem após a empresa registrar carteira de pedidos recorde no 2T26. XP, JPMorgan e BTG Pactual mantêm recomendação de compra.
As ações da Embraer (EMBR3) operaram em alta nesta segunda-feira (27), após a fabricante de aeronaves divulgar uma carteira de pedidos (backlog) recorde no segundo trimestre de 2026. O desempenho reforçou o otimismo de analistas, que continuam enxergando espaço para valorização dos papéis.
Por volta das 12h05, as ações da companhia avançavam 3,75%, negociadas a R$ 85,59.
Além disso, a Embraer informou que divulgará os resultados financeiros do 2T26 em 10 de agosto, antes da abertura do mercado.
A carteira de pedidos da Embraer aumentou 16% na comparação com o trimestre anterior, reforçando a visibilidade de receitas para os próximos anos.
Segundo a XP Investimentos, a companhia manteve um desempenho operacional sólido mesmo diante das incertezas geopolíticas e da volatilidade dos preços dos combustíveis.
Além disso, a corretora destacou que o indicador book-to-bill permaneceu acima de 1 vez em todas as divisões da empresa, sinalizando que o volume de novos pedidos continua superior ao de entregas.
O principal destaque ficou com a divisão de Defesa & Segurança.
O segmento registrou um book-to-bill de 2,6 vezes, enquanto o backlog avançou de US$ 4,4 bilhões para US$ 6,1 bilhões após a encomenda de 10 aeronaves C-390 pelos Emirados Árabes Unidos.
Com base nesses números, a XP estima que cada aeronave tenha sido negociada entre US$ 180 milhões e US$ 190 milhões.
Na avaliação da corretora, esse contrato reforça a competitividade internacional do C-390 e evidencia o elevado potencial de rentabilidade da divisão de Defesa.
O JPMorgan também avaliou positivamente os números divulgados pela Embraer.
Segundo o banco, os dados apontam para mais um trimestre recorde e sustentam uma trajetória consistente de crescimento nos próximos anos.
Além disso, a instituição destacou que a Embraer negocia a múltiplos inferiores aos de grandes concorrentes do setor.
Pelo indicador EV/Ebitda estimado para 2027, a fabricante brasileira é negociada a 8,2 vezes, abaixo de Boeing (23,0 vezes), Airbus (12,2 vezes) e Bombardier (16,2 vezes).
Diante desse cenário, o JPMorgan reiterou a recomendação de compra e manteve o preço-alvo de R$ 98 para as ações.
O BTG Pactual também reforçou sua visão positiva sobre a Embraer.
Na avaliação do banco, o contrato firmado com os Emirados Árabes Unidos fortalece a tese de crescimento da divisão de Defesa e representa um importante catalisador para os próximos anos.
Além disso, o BTG destacou que a carteira de pedidos divulgada ainda não inclui mais de 50 encomendas anunciadas durante o Farnborough Airshow, realizado na semana passada.
Com isso, o banco acredita que o backlog poderá crescer novamente no terceiro trimestre, impulsionado principalmente pela divisão de aviação comercial.
O BTG manteve recomendação de compra e estabeleceu preço-alvo de R$ 126, destacando o forte momento operacional da companhia, o fluxo positivo de notícias e um valuation considerado atrativo em relação aos concorrentes.
De forma geral, XP, JPMorgan e BTG Pactual avaliam que o backlog recorde amplia a previsibilidade de receitas da Embraer até o fim da década.
Além disso, a combinação entre crescimento da carteira de pedidos, expansão internacional e contratos na área de Defesa reforça a perspectiva de continuidade do bom desempenho operacional da fabricante nos próximos anos.
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