O dólar opera em leve alta frente ao real após a divulgação do IPCA-15 de julho e com investidores atentos à decisão de juros do Federal Reserve nesta quarta-feira.
O dólar à vista opera em leve alta frente ao real nesta terça-feira (28), em um mercado marcado pela divulgação da prévia da inflação brasileira e pela expectativa em torno da decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos, prevista para quarta-feira (29).
O movimento ocorre após a divulgação do IPCA-15, considerado a prévia da inflação oficial do Brasil. O índice avançou 0,06% em julho, desacelerando em relação à alta de 0,41% registrada em junho e ficando abaixo da expectativa do mercado, que projetava avanço de 0,20%.
No acumulado do ano, o IPCA-15 registra alta de 3,51%, enquanto, em 12 meses, o índice desacelerou para 4,52%, abaixo dos 4,80% observados no período imediatamente anterior.
Por volta das 9h10, o dólar comercial apresentava os seguintes valores:
No mesmo horário, o dólar à vista subia 0,12%, cotado a R$ 5,118, enquanto o contrato futuro de dólar para agosto, o mais negociado na B3, avançava 0,42%, para R$ 5,1205.
Além dos dados de inflação no Brasil, os investidores acompanham a reunião de política monetária do Federal Reserve. O mercado avalia a possibilidade de um novo aumento dos juros nos Estados Unidos, diante da recente alta dos preços do petróleo e da persistência das pressões inflacionárias.
Segundo dados da LSEG, os investidores passaram a atribuir cerca de 40% de probabilidade de uma elevação de 0,25 ponto percentual na reunião desta quarta-feira, percentual que era próximo de 20% na semana passada.
Para a reunião de setembro, o mercado já precifica aproximadamente 95% de chance de um aumento na taxa básica de juros norte-americana.
Além da decisão do Fed, os mercados acompanham ao longo da semana a divulgação do Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos referente ao segundo trimestre e do núcleo do índice de preços PCE, principal indicador de inflação monitorado pelo banco central americano.
Esses dados devem influenciar as expectativas para a trajetória dos juros nos Estados Unidos e, consequentemente, os mercados de câmbio, renda fixa e ações ao redor do mundo.
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