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28/09/2026

IGP-M cai 0,22% em agosto, mas preços agropecuários sobem, aponta FGV

Agosto 28, 2026
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Índice de inflação ficou próximo da expectativa do mercado e acumula alta de 2,16% em 12 meses

O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) caiu 0,22% em agosto, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (28) pela Fundação Getulio Vargas (FGV). O resultado representa uma desaceleração da queda registrada em julho, quando o índice recuou 1,16%.

O resultado veio próximo da expectativa dos analistas consultados pela Reuters, que projetavam uma queda de 0,25%.

Com o resultado de agosto, o IGP-M passou a acumular alta de 2,16% nos últimos 12 meses.

Produtos agropecuários pressionam o atacado

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que representa 60% da composição do IGP-M e acompanha os preços no atacado, apresentou queda de 0,34% em agosto, após recuo de 1,74% em julho.

Apesar da queda do índice, houve forte avanço nos preços dos produtos agropecuários.

A taxa desse grupo passou de uma queda de 0,20% em julho para uma alta de 2,73% em agosto.

Segundo André Braz, economista do FGV IBRE, a alta dos produtos agropecuários compensou parcialmente a queda observada nos preços dos produtos industriais.

Energia e combustíveis ajudam a conter inflação

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que representa 30% do IGP-M, registrou queda de 0,41% em agosto, após recuo de 0,01% no mês anterior.

A deflação foi influenciada principalmente pela redução dos preços de energia elétrica, tomate, batata-inglesa, passagens aéreas e gasolina.

O comportamento desses itens ajudou a manter o índice geral em território negativo no mês.

Custo da construção acelera

Na construção civil, o movimento foi diferente.

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) acelerou para 0,85% em agosto, ante alta de 0,62% em julho.

O avanço mostra uma pressão maior dos custos do setor no período e contribuiu para limitar uma queda mais intensa do IGP-M.

IGP-M acompanha diferentes setores da economia

O IGP-M é formado pela combinação de preços no atacado, no consumidor e na construção civil. O indicador considera as variações registradas entre o dia 21 do mês anterior e o dia 20 do mês de referência.

O resultado de agosto mostra um cenário de deflação no índice geral, mas com comportamentos distintos entre os componentes. Enquanto produtos agropecuários e custos da construção apresentaram pressão de alta, itens importantes para o consumidor contribuíram para reduzir o índice no mês.

A trajetória do IGP-M continua sendo acompanhada de perto pelo mercado, especialmente por seus efeitos sobre contratos, preços e diferentes segmentos da economia.

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