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28/09/2026

Renda fixa mantém retornos elevados mesmo após corte da Selic para 14%

Agosto 06, 2026
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Mesmo com a redução da Selic para 14% ao ano, investidores ainda encontram CDBs, LCIs e LCAs com taxas atrativas. Confira os principais rendimentos disponíveis na plataforma da XP.

O novo corte da taxa Selic para 14% ao ano, anunciado pelo Comitê de Política Monetária (Copom), manteve a renda fixa entre as principais alternativas para investidores que buscam previsibilidade e rentabilidade.

Mesmo com a quarta redução consecutiva dos juros em 2026, as emissões bancárias continuam oferecendo retornos considerados competitivos em produtos como CDBs, LCIs e LCAs, segundo levantamento divulgado pela plataforma da XP nesta quinta-feira (6).

CDBs seguem oferecendo as maiores taxas

Entre os títulos disponíveis, os Certificados de Depósito Bancário (CDBs) apresentavam remuneração de até 14,16% ao ano na modalidade prefixada para aplicações acima de 12 meses.

Já os títulos atrelados à inflação ofereciam rentabilidade de até IPCA + 9,20% ao ano, enquanto as opções pós-fixadas chegavam a 100,25% do CDI para vencimentos de até um ano.

Entre as ofertas destacadas estavam:

  1. CDB Banco XP: 101,6% do CDI, com vencimento em agosto de 2029;
  2. CDB Neon Financeira: 104,5% do CDI, vencimento em agosto de 2027;
  3. CDB PicPay: 104,25% do CDI, vencimento em agosto de 2030.

LCIs e LCAs continuam atrativas

As Letras de Crédito Imobiliário (LCIs) apresentavam taxas prefixadas de até 10,96% ao ano, enquanto as opções pós-fixadas pagavam até 80,5% do CDI para vencimentos de 12 meses.

Já as Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs) ofereciam remuneração de até 10,90% ao ano na modalidade prefixada, além de títulos indexados à inflação pagando até IPCA + 6,35% e opções pós-fixadas com retorno de até 83% do CDI.

Por serem isentas de Imposto de Renda para pessoas físicas, LCIs e LCAs continuam atraindo investidores que buscam maior eficiência tributária.

Corte da Selic mantém cenário favorável

Na reunião encerrada na quarta-feira (5), o Banco Central reduziu a Selic de 14,25% para 14,00% ao ano, movimento que já era amplamente esperado pelo mercado.

Apesar da nova queda, a autoridade monetária evitou indicar os próximos passos da política de juros, reforçando que continuará avaliando a evolução da inflação antes de decidir sobre novos cortes.

Segundo o comunicado do Copom, o objetivo permanece sendo manter uma política monetária suficientemente restritiva para garantir a convergência da inflação à meta.

Investidores seguem encontrando boas oportunidades

Mesmo com o início do ciclo de redução dos juros, especialistas avaliam que a renda fixa continua oferecendo oportunidades interessantes, especialmente para quem busca previsibilidade de rendimento e menor exposição às oscilações do mercado.

Com a Selic ainda em patamar elevado sob a perspectiva histórica, produtos indexados ao CDI, prefixados e atrelados ao IPCA permanecem entre as alternativas mais procuradas pelos investidores que desejam equilibrar rentabilidade e segurança em suas carteiras.

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