A senadora Tereza Cristina afirmou que ainda acredita na possibilidade de integrar a chapa presidencial de Flávio Bolsonaro, embora reconheça que a decisão do PP de permanecer neutro reduziu significativamente suas chances.
A senadora Tereza Cristina (PP-MS) afirmou nesta segunda-feira (3) que ainda considera possível ser escolhida como candidata a vice-presidente na chapa do senador Flávio Bolsonaro (PL) para as eleições presidenciais de 2026. Apesar disso, ela reconheceu que a decisão do Partido Progressista (PP) de permanecer neutro na disputa reduziu significativamente essa possibilidade.
A declaração foi feita após o partido confirmar que não apoiará oficialmente nenhuma candidatura à Presidência da República neste momento.
Na última sexta-feira (31), a direção nacional do PP anunciou que manterá uma postura de neutralidade na eleição presidencial. A decisão foi tomada após consulta aos diretórios estaduais da legenda.
Segundo dirigentes do partido, prevaleceu o entendimento de que o PP não deve declarar apoio formal a nenhum dos pré-candidatos neste momento.
Mesmo demonstrando interesse em integrar a chapa, Tereza Cristina afirmou que respeita a decisão da legenda.
\O partido, quando me disse que ia continuar na neutralidade, eu como uma pessoa de partido, me calo e digo que essa é a posição majoritária do PP. Mas ainda há tempo e as conversas continuam\, afirmou a senadora.
Ela ressaltou, no entanto, que a possibilidade de compor a chapa hoje é menor do que era antes da definição do partido.
Pelas regras eleitorais, Flávio Bolsonaro tem até 5 de agosto para definir um candidato a vice de outro partido aliado.
Caso não consiga fechar uma aliança até essa data, a tendência é que o Partido Liberal (PL) escolha um nome da própria legenda para compor uma chapa denominada \puro-sangue\.
Apesar da decisão do PP, as conversas entre partidos continuam nos bastidores, e a definição da composição das chapas presidenciais permanece em aberto.
A escolha do vice é considerada estratégica para ampliar alianças políticas, fortalecer a campanha eleitoral e aumentar o tempo de propaganda e a capilaridade das candidaturas em todo o país.
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