Moeda americana é pressionada por operação do Banco Central, dados fracos do varejo e redução da vantagem de Lula nas pesquisas
O dólar à vista virou para queda nesta terça-feira (15), após iniciar a sessão em alta, enquanto investidores repercutem a atuação do Banco Central, novas pesquisas eleitorais e dados mais fracos do varejo brasileiro.
Às 10h13, a moeda americana recuava 0,10%, a R$ 5,143. Mais cedo, às 9h40, a queda chegou a 0,26%, com a cotação em R$ 5,1345. Já o dólar futuro para outubro avançava 0,06%, aos R$ 5,167.
O Banco Central vendeu US$ 1 bilhão no mercado à vista, em uma operação combinada com a oferta de US$ 1 bilhão em swap cambial reverso.
A atuação ajudou a influenciar o comportamento da moeda nesta manhã, em um cenário de elevada atenção aos mercados domésticos.
As novas pesquisas eleitorais também movimentaram o mercado. Levantamento Indexa/Broadcast mostrou Lula com 43% e Flávio Bolsonaro com 42% em um eventual segundo turno, configurando empate técnico.
A redução da vantagem de Lula é vista por parte dos investidores como potencialmente positiva para o mercado, diante da percepção de que um eventual governo de oposição poderia promover um ajuste fiscal mais rigoroso.
No primeiro turno, Lula aparece com 38%, enquanto Flávio Bolsonaro registra 34%.
Os dados econômicos também contribuíram para o movimento do dólar.
As vendas do varejo brasileiro caíram 0,8% em julho na comparação mensal, resultado abaixo da expectativa do mercado. Na comparação anual, houve alta de 1,2%, também inferior às projeções.
Os números mais fracos podem reforçar as apostas de um corte de 0,25 ponto percentual na Selic na decisão do Banco Central prevista para quarta-feira (16).
No cenário internacional, o mercado acompanha a forte valorização do petróleo. O Brent operava acima de US$ 107 por barril, em meio às preocupações com a oferta global e novos ataques no Oriente Médio.
A combinação entre petróleo elevado, inflação, juros e cenário eleitoral mantém os mercados atentos aos próximos movimentos.
Para o investidor, dólar, Selic, petróleo e eleições continuam entre os principais fatores capazes de aumentar a volatilidade dos ativos brasileiros nos próximos dias.
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