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28/09/2026

Greve dos Correios: empresa encerra negociações e aguarda decisão do TST

Setembro 18, 2026
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Paralisação chega ao oitavo dia; Tribunal determinou manutenção de 80% do efetivo em atividade para garantir serviços essenciais

Os Correios decidiram não dar continuidade às negociações com os representantes dos trabalhadores e agora aguardam a decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST), prevista para a próxima segunda-feira (21). A paralisação nacional chega ao oitavo dia.

As negociações vinham sendo conduzidas com a mediação do TST, mas a falta de consenso levou os representantes dos trabalhadores a manterem o movimento grevista.

O Tribunal já determinou que 80% dos funcionários permaneçam em atividade, com o objetivo de assegurar a continuidade dos serviços considerados essenciais durante a paralisação.

Empresa cita necessidade de reduzir despesas

No pedido de dissídio coletivo apresentado ao TST, a direção dos Correios argumentou que a empresa precisa controlar despesas diante do processo de reestruturação financeira.

Segundo a estatal, aproximadamente 89% das receitas são destinadas ao pagamento de salários e benefícios. Na avaliação da empresa, a estrutura atual de custos dificulta a recuperação financeira.

A companhia também busca avançar em um plano de reestruturação que inclui medidas para reduzir despesas e melhorar sua situação financeira.

Reajuste salarial é um dos pontos de consenso

Entre os pontos que já tiveram algum nível de acordo está o reajuste salarial de 4,35%, correspondente ao INPC, com aplicação retroativa a 1º de agosto.

O principal impasse permanece relacionado às mudanças propostas pela empresa para o plano de saúde dos funcionários.

A direção dos Correios espera que a decisão do TST contribua para destravar as negociações e melhorar as condições para a obtenção de um empréstimo de R$ 7 bilhões junto a um grupo de bancos, com garantia da União.

Mudanças propostas pelos Correios

Entre as medidas defendidas pela empresa estão alterações em benefícios e regras trabalhistas. As principais propostas incluem:

  1. Redução do adicional de férias para um terço, em substituição ao percentual atualmente praticado de 70%;
  2. Aplicação das regras da CLT para horas extras, substituindo o adicional de 200%;
  3. Exclusão do abono conhecido como “vale-peru”;
  4. Retorno do registro eletrônico de ponto;
  5. Retomada do cálculo de dimensionamento das unidades com base na relação entre demanda e capacidade instalada;
  6. Alteração da estrutura do plano de saúde, retirando dos Correios a condição de mantenedora, mas mantendo subsídio da empresa aos empregados.

Segundo os Correios, a mudança no modelo do plano de saúde reduziria a exposição da empresa ao risco atuarial, que representa provisões próximas de R$ 600 milhões.

Decisão do TST será acompanhada pelo mercado

Com a greve ainda em andamento, a expectativa agora está concentrada na sessão do TST marcada para 21 de setembro.

A decisão poderá definir os próximos passos da paralisação e influenciar as negociações entre a estatal e os representantes dos trabalhadores.

Enquanto isso, os Correios seguem operando com o percentual mínimo de funcionários determinado pela Justiça, em meio ao processo de reestruturação financeira da empresa.

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