A Petrobras apresentou resultados acima das projeções do mercado no segundo trimestre de 2026, impulsionada pela produção e exportações de petróleo. Apesar disso, as ações caíram acompanhando a baixa do petróleo no mercado internacional.
A Petrobras (PETR3; PETR4) divulgou um sólido resultado no segundo trimestre de 2026, registrando EBITDA ajustado de US$ 19 bilhões, valor que superou as estimativas dos principais bancos que acompanham a companhia. Mesmo com o desempenho acima do esperado, as ações da estatal operaram em queda nesta sexta-feira (7), pressionadas pelo recuo dos preços internacionais do petróleo.
Os números foram avaliados positivamente por BTG Pactual, Itaú BBA e Safra, que mantiveram recomendação de compra para os papéis da companhia e apontam potencial de valorização entre 27% e 35%, considerando ganho de capital e distribuição de dividendos.
O EBITDA ajustado da Petrobras avançou 62% em relação ao primeiro trimestre e 86% na comparação anual, alcançando US$ 19 bilhões.
Entre os bancos que revisaram suas projeções:
Apesar da reação favorável dos analistas, as ações preferenciais PETR4 recuavam cerca de 0,8%, enquanto as ADRs negociadas em Nova York também operavam em baixa.
O segmento de Exploração e Produção (E&P) foi um dos principais destaques do trimestre.
Segundo o BTG Pactual, o custo de extração caiu para US$ 6,3 por barril equivalente de petróleo (boe), refletindo maior eficiência operacional, crescimento da produção e maior participação do pré-sal.
Já o Itaú BBA destacou o forte desempenho das exportações, com o preço médio realizado do petróleo ficando aproximadamente US$ 4 por barril acima das projeções do banco.
O Safra ressaltou o desempenho do segmento de Refino, Transporte e Comercialização, cujo EBITDA atingiu US$ 3,6 bilhões, impulsionado por um recorde de 101% de utilização das refinarias.
O banco destacou que o resultado foi favorecido pelo aumento da produção, preços mais elevados do Brent e maior participação de derivados produzidos internamente.
Por outro lado, o BTG observou que perdas de estoque estimadas em US$ 1,7 bilhão limitaram parte dos resultados da área de refino.
A Petrobras anunciou US$ 3,4 bilhões em dividendos ordinários, superando tanto o consenso de mercado quanto as estimativas dos analistas.
O pagamento representa um dividend yield entre 3,2% e 3,4% apenas neste trimestre.
Segundo o Safra:
O Itaú BBA destacou que os dividendos poderiam ter sido ainda maiores, mas aproximadamente US$ 1,9 bilhão referentes a subsídios de combustíveis foram postergados para o terceiro trimestre.
Outro ponto positivo foi a redução do endividamento.
A dívida líquida caiu de US$ 62,1 bilhões para US$ 60,4 bilhões, enquanto a alavancagem medida pela relação dívida líquida/EBITDA recuou de 1,4 vez para 1,1 vez.
Para o BTG Pactual, a Petrobras continua apresentando uma das teses de investimento mais atrativas do setor de petróleo, sustentada pelo crescimento da produção, margens resilientes no refino e forte geração de caixa.
O banco projeta, considerando um Brent a US$ 70 por barril, um dividend yield próximo de 10% em 2027, além de geração consistente de fluxo de caixa livre.
Agora, o mercado acompanha a conferência de resultados da companhia e avalia os próximos desdobramentos para investimentos, dividendos e desempenho operacional ao longo do segundo semestre.
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