Grupo apoiado pelo Irã tenta assumir posições montanhosas para proteger suas forças próximas ao Estreito de Bab al-Mandab e ampliar o controle territorial.
Combatentes houthis avançaram nesta segunda-feira (21) para assumir posições estratégicas em regiões montanhosas do Iêmen, em uma tentativa de consolidar o controle sobre áreas próximas ao Mar Vermelho e ao Estreito de Bab al-Mandab.
O movimento ocorre após uma ofensiva do grupo, apoiado pelo Irã, que ampliou o conflito no Oriente Médio e aumentou as preocupações sobre a segurança das rotas de transporte e do abastecimento global de energia.
Segundo fontes militares ouvidas pela Reuters, os houthis buscam controlar as chamadas Montanhas Kahboub, localizadas nas províncias de Taiz e Lahij.
A região é considerada estratégica por conectar a costa do Mar Vermelho às áreas do sul ainda controladas por forças apoiadas pela Arábia Saudita.
Os combates se concentram principalmente nas proximidades de Al-Wazi’iyah, em Taiz, e em Ras al-Ara, área costeira localizada entre a entrada do Mar Vermelho e Aden, base das forças governamentais.
O objetivo dos houthis seria reforçar suas posições ao redor do Estreito de Bab al-Mandab, uma passagem marítima estratégica que conecta o Mar Vermelho ao Golfo de Áden.
O controle das áreas elevadas poderia permitir ao grupo proteger posições conquistadas recentemente e abrir novas frentes de combate.
A região é importante para o comércio internacional e para o transporte de petróleo, aumentando a preocupação dos mercados com possíveis impactos sobre as cadeias globais de energia.
Os Estados Unidos ainda não aderiram aos pedidos da Arábia Saudita para participar diretamente dos combates contra os houthis.
O New York Times informou que o governo de Donald Trump teria preparado ataques aéreos contra posições do grupo no domingo, mas que a operação teria sido cancelada pouco antes da execução.
A Reuters informou que não conseguiu verificar imediatamente a informação. O Comando Central das Forças Armadas dos Estados Unidos também não respondeu ao pedido de comentários.
A escalada militar já provocou um número significativo de vítimas e deslocamentos.
Segundo as Nações Unidas, quase 700 pessoas morreram e milhares ficaram feridas nos combates. Mais de 120 mil iemenitas foram deslocados internamente, enquanto outras pessoas deixaram o país por meio de embarcações pelo Mar Vermelho em direção à África.
A evolução dos combates no entorno do Bab al-Mandab permanece no radar dos mercados devido à importância da região para o transporte marítimo e para os fluxos globais de energia.
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